Chocolate:
Alimento ou droga?
O
chocolate é um dos presentes mais populares no Dia dos Namorados.
Mas por que chocolate é tão popular? Um imenso trabalho
de marketing ajudou certamente a popularizá-lo como presente
nesta data e a aumentar as suas vendas, mas os seus efeitos ditos
"afrodisíacos" e “estimulantes” seguramente
são um dos fatores dominantes que estão por detrás
de seu sucesso. Além disso, estudos tem demonstrado que existem
outros fatores relacionados que são seguramente favoráveis
a sua utilização.
Existem
vários alimentos e bebidas específicos que se acreditam
ter um impacto direto sobre o estado individual de humor.
Embora
um comportamento de adição seja geralmente associado
com o abuso de drogas e de álcool, ou ainda uma atividade
sexual compulsiva, o chocolate pode evocar reações
psicofarmacológicas e de comportamento semelhantes em pessoas
suscetíveis. Uma revisão da literatura acerca do chocolate
indica que o efeito atrativo do chocolate (gordura, açúcar,
textura, e aroma) é provavelmente um fator predominante em
tal adição. Outras características do chocolate,
porém, podem ser igualmente importantes como contribuintes
ao fenômeno da adição a ele.
O
chocolate pode ser usado por alguns como uma forma de automedicação
para deficiências dietéticas (eg, magnésio)
ou equilibrar baixos níveis de neurotransmissores envolvidos
na regulação do humor, apetite, e comportamentos compulsivos.
A adição compulsiva pelo chocolate é freqüentemente
episódica e se altera com as mudanças hormonais logo
antes e durante os períodos de menstruação
na mulher, o que sugere um vínculo hormonal e confirma a
natureza sexo-específica assumida destes episódios
de compulsão pelo chocolate.
O
chocolate contém vários componentes biologicamente
ativos (metilxantinas, aminas biogênicas e ácidos graxos
similares aos da cannabis) os quais potencialmente causam comportamentos
anormais e sensações psicológicas que se comparam
aos de outras substâncias capaz de causar dependência.
Tentativas
para restringir o consumo de chocolate porém, levam o desejo
por este alimento a aumentar, uma experiência que é
então caracterizada como um episódio de compulsão.
Provavelmente,
uma combinação das características sensórias
do chocolate, sua composição nutriente, e ingredientes
psicoactivos, juntando-se às flutuações hormonais
mensais e variações do humor entre mulheres, formará
em última instância o modelo de compulsão pelo
chocolate.
Os
profissionais de nutrição devem estar atentos, pois,
uma vez que episódios de compulsão pelo chocolate
são reais. Os efeitos psicofarmacológicos e quimiossensórios
do chocolate devem ser considerados ao se estabelecer uma fórmula
de dieta e no tratamento de assuntos relacionados à nutrição.
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