Dieta
Balanceada
Estamos
sempre ás voltas com a expressão `dieta balanceada´,
porém nem sempre sabemos exatamente o que esta dieta vem
a ser. Aqui se encontram as informações básicas
sobre os assuntos que envolvem uma dieta balanceada, com as quais
você pode planejar melhor sua alimentação e
a de sua família.
O
Que é Dieta Balanceada?
Esta
é uma expressão pouco clara, que na realidade engloba
várias características a serem analisadas antes de
se concluir se uma dieta é, de fato, devidamente balanceada.
Antes de mais nada, de acordo com a Dra. Carla Goulart, uma dieta
equilibrada, ou balanceada, tipo deve fornecer vários nutrientes,
incluindo-se entre eles as vitaminas, os minerais, fibras, fluidos
e macronutrientes tais como carboidrato, proteína e gordura.
Uma dieta balanceada é, portanto, um tipo de alimentação
que não tem deficiência (falta) de nenhuma dessas categorias
de nutrientes. Além disso, ela deve fornecer esses nutrientes
sem ganho de peso, sendo uma dieta que mantém o peso estável
e o indivíduo com saúde. Existem tabelas e regras
para se compor uma dieta balanceada, que deve ser sempre acompanhada
por um profissional, principalmente se da dieta depende a recuperação
da saúde de uma pessoa.
Quando
se fala em dieta, pensa-se de imediato na ingestão de alimentos
sólidos, porém a água é um dos fatores
mais importantes para o acompanhamento da mesma e para manter o
indivíduo em boas condições de hidratação.
Assim, ao estudar a pirâmide alimentar, não se deve
perder de vista que os nutricionistas recomendam a ingestão
diária de 8 a 10 copos de água, preferencialmente
a outros líquidos (como refrigerantes, cervejas, etc), ou
ao menos de sucos de frutas frescas.
Padrões
de Dieta
Não
existe um padrão de dieta que atenda, ao mesmo tempo, a todas
as necessidades de todas as pessoas, pois essas necessidades variam
enormemente de acordo com:
Faixa
etária: bebês, crianças, adolescentes, adultos,
pessoas na maturidade ou idosos.
Condições
gerais: pessoas com boa saúde, pessoas convalescentes, doentes,
acidentados, mulheres grávidas, pré e pós-operatórios,
atletas, jogadores e desportistas de fim de semana, pessoas tomando
determinados medicamentos, pessoas com algum tipo de alergia.
Situação
geográfica: residentes em país frio, quente, nas montanhas,
nas praias, nos desertos, à beira de rios, em cidades grandes
e poluídas ou em ilhas isoladas.
Clima:
temporadas frias, quentes, chuvosas, secas
O
que existe, segundo Carla Goulart, é uma dieta balanceada
geral, considerando-se um indivíduo de padrão normal,
clima bom, não muito quente ou frio, tendo essa dieta distribuído
o número exato de nutrientes (em que já se inclui
as vitaminas e os sais minerais), que é:
-
60% de carboidratos
- 25% de proteína
- 15% de gordura
A
partir desta dieta geral, as dietas especiais são preparadas
de acordo com os tipos descritos acima. Para citar casos bastante
típicos e fáceis de se memorizar, a nutricionista
lembra que um esquimó, por exemplo, necessita de uma dieta
com teor maior de gordura, o que não é o caso de pessoas
que moram em regiões tropicais. Neste caso, a dieta geral
não é indicada para o esquimó.
Calorias
e Níveis de Atividade
As
calorias são uma medida de energia do alimento. Portanto,
uma estimativa de calorias deve ser baseada em nossas necessidades
energéticas. Para tanto, deve-se levar em conta a média
dos níveis individuais de energia. O número de horas
gastas nas várias atividades, todos os dias, tomados por
um período de um mês são uma importante fonte
de informação para o preparo de uma dieta balanceada.
A
RDA (Reccommended Dietary Allowances) tem uma tabela com as descrições
do nível de atividade:
Repouso:
Dormir, cochilar. Para a maioria das pessoas, o repouso deve ter
no mínimo 8 horas.
Atividades
muito leves: Atividades sentadas ou imóveis, pintura, dirigir
carros, trabalho de laboratório, digitar, costurar, passar
roupa, cozinhar, jogar cartas, tocar um instrumento, pescar.
Atividades
leves: Caminhar em superfícies planas, serviços na
garagem, serviços elétricos, carpintaria, restaurantes,
limpeza de casa, cuidar de crianças, golfe, velejar, tênis
de mesa.
Atividades
moderadas: Caminhar longos percursos, carregar peso, ciclismo, esquiar,
tênis, dança.
Atividades
pesadas: Caminhar com cargas nas costas, podas de árvores,
cavar buracos manualmente, basquete, escalar, futebol.
Essas
atividades, listadas em um diário, dão o número
de horas que uma pessoa gasta em média por dia e podem ajudar
seu nutricionista a preparar uma dieta balanceada especial para
cada caso. Portanto, sempre que a pessoa procura um nutricionista,
deve lembrar-se de descrever o mais detalhadamente possível
seus tipos de atividade, para que a dieta seja melhor planejada.
A
Má Alimentação e as Doenças
De
acordo com a RDA, é importante saber que reduzir as calorias
abaixo de certos níveis pode tornar impossível atingir
as necessidades nutricionais de uma pessoa, o que compromete sua
saúde.
Por
isso é que a má alimentação é
fator desencadeante da maior parte das doenças – por
desnutrição protéico-calórica, explica
a nutricionista. Assim, nas doenças degenerativas como câncer,
segundo Carla Goulart, 35% se deve a uma alimentação
rica em gordura, enquanto que no diabetes, boa parte se deve a uma
dieta rica em açúcar.
A
menopausa, relata, favorece o aumento do colesterol, por isto as
mulheres nessa idade precisam tomar cuidados alimentares no sentido
de diminuir o colesterol e, além disso, praticar exercícios
diários.
Por
outro lado, a alimentação adequada contribui enormemente
para a recuperação e a saúde, sendo que alguns
alimentos são essenciais como no caso das anemias, em que
se recomenda alimentos ricos em ferro.
Mitos
e Fatos
Carne
de porco – Alguns casos são conhecidos no meio nutricional
de famílias inteiras que têm o hábito de comer
carne de porco, naturalmente os que não a eliminaram da dieta
por questões filosóficas, religiosas ou de opções
vegetarianas. Essas famílias, ao contrário do esperado,
desenvolveram longa vida, citando-se o caso de uma matriarca bastante
avançada em anos que, tendo entrado em coma, foi visitada
pelos filhos e netos no dia seguinte, imaginando que a encontrariam
já sem vida. No entanto, ela estava sentada novamente à
mesa, comendo sua comida normal, que continha, como de hábito,
a carne de porco.
A
nutricionista Carla analisou o caso, explicando que mulheres de
idade avançada viviam em um tempo onde a sua atividade doméstica
era intensa, caminhavam muito, pois não havia carros disponíveis
a todo momento, e todos os afazeres domésticos eram mais
difíceis, exigindo da mulher um ganho de energia maior. Além
disso, este é um caso onde a própria matriarca matava
o porco (muitas vezes, pelo seu próprio relato, maior que
o tamanho da mesa onde ele era cortado), limpavam a carne, separavam
as gorduras e cozinhavam muito bem até que restasse apenas
a parte fibrosa e mais magra do animal. Essas mulheres, lembra Carla,
não tinham a vida sedentária que têm as matriarcas
de hoje com carro à disposição, com as facilidades
domésticas triplicadas (do ferro a carvão para o ferro
a vapor) e outras que reduzem o exercício mesmo dentro de
casa. É natural que, para as primeiras, a carne de porco
não causasse tanto dano quanto para as últimas.
Além
disso, lembra Carla Goulart, estudos recentes estão prestes
a tirar a carne de porco da lista negra dos alimentos, pois ficou
comprovado que, depois de bem limpa e cozida, ela pode ser ainda
mais magra que as outras carnes, incluindo-se aves e peixes.
A
Pirâmide Alimentar
Desenvolvida
por nutricionistas americanos e aprovada pelo Conselho Mundial de
Saúde, a Pirâmide Alimentar estabelece a importância
de cada alimento em nossa dieta e a quantidade a ser ingerida diariamente,
informa a Hortifruti, empresa especializada em distribuição
de alimentos. Segundo a pirâmide alimentar, frituras e doces
são os alimentos que devemos comer em menor quantidade (cerca
de 5%) e, portanto, ficam no topo da pirâmide. A Hortifruti
esclarece que a dieta mais indicada começa pelos grãos,
cereais, pão, arroz e massa, que devem corresponder a 50%
do que comemos, vindo em seguida as frutas, as verduras e os legumes,
em 30% de nossas refeições. Já as proteínas
e o leite e seus derivados vêm em terceiro lugar, correspondendo
a 15%, de acordo com a pirâmide alimentar.
Em
linhas gerais, uma dieta normal é de 2.000 calorias –
sendo o consumo mínimo de 1.600 e o máximo de 2.800
calorias. Sob estes parâmetros, uma faixa ideal de consumo
de alimentos recomendada pela RDA é de:
Grupo
dos pães, cereais, arroz e massa: de 6 a 11 pequenas porções
por dia.
Grupo
dos vegetais: de 3 a 5 pequenas porções por dia.
Grupo
das frutas: de 2 a 4 pequenas porções por dia.
Grupo
dos leites, iogurtes e queijos: de 2 a 3 pequenas porções
por dia.
Grupo
das carnes, aves, peixes, grãos, ovos e nozes: de 2 a 3 pequenas
porções por dia.
Grupo
dos graxos, óleos e doces: usar muito moderadamente.
Estes
últimos, que são os óleos, coberturas de saladas,
cremes, manteigas, açúcares, refrigerantes, doces
e sobremesas, são complementos que, em matéria de
nutrição, fornecem apenas calorias e nada mais, informa
a RDA.
Valores
diários de referência, com base em uma dieta de 2000
calorias
Valores
diários de referência são um conjunto de medidas
de gordura total, gordura saturada, colesterol, carboidrato, proteína,
fibra, sódio e potássio. Esses valores, conforme a
RDA, podem ser usados como um guia para uma dieta saudável.
Não são recomendações específicas,
pois as necessidades nutricionais podem ser influenciadas por outros
fatores, como já foi visto, mas servem como base segura para
a alimentação diária. Abaixo, a tabela:
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