Mudança
de hábito pode diminuir celulite
Você
está cansada de gastar dinheiro com tratamentos inúteis
para celulite? Saiba que se não incluir na sua rotina uma
alimentação saudável, prática regular
de exercícios físicos e controle hormonal vai continuar
jogando dinheiro fora e nada fará o problema desaparecer.
A
celulite, que afeta nove em cada dez mulheres acima de 30 anos,
acomete, principalmente, as nádegas e as coxas, e, segundo
dermatologistas e cirurgiões plásticos, não
tem cura.
O
uso de medicamentos fitoterápicos, de cremes redutores, de
choques e agulhas pode, no início, até sugerir uma
melhora no estado da paciente, mas, sem os cuidados com a saúde,
a tendência é que os "buraquinhos" voltem
a aparecer, afirmam os médicos.
Os
franceses chamam esses procedimentos estéticos de "lua
de mel", uma alusão de que, passado o período
inicial, tudo voltará à rotina. Em São Paulo,
o ciclo de tratamento da celulite, que pode reunir vários
desses procedimentos, custa de R$ 800 a R$ 1.500.
"Mesmo
que o efeito seja passageiro, é maravilhoso para a nossa
auto-estima", diz a jornalista Sueli Menazzi, 46, que fez um
tratamento que associou drenagem linfática com mesoterapia,
no verão do ano passado, junto com a filha de 27 anos.
Ela
diz que repetirá o tratamento neste ano porque a celulite
voltou. "Durante o inverno, não consigo resistir aos
queijos e ao vinho branco", diz, justificando os "quilinhos"
a mais que ganhou.
Segundo
a médica Alessandra Haddad de Lima, coordenadora do setor
de cosmiatria (cosméticos) e laser da cirurgia plástica
da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), não
existe ainda um único tratamento de escolha que sirva para
todos os graus de celulite em qualquer indivíduo.
A
indicação do tratamento, afirma a médica, depende
da avaliação da paciente e do seu histórico
(se, por exemplo, tem problemas circulatórios ou hormonais).
Se o quadro for leve, a drenagem linfática, a endermologia
e a mesoterapia, associadas aos hábitos saudáveis,
podem resolver, diz Lima.
Segundo
a médica Ediléia Bagatin, do departamento de dermatologia
da Unifesp, muitas das suas clientes com celulite nas nádegas,
cansadas da ineficácia de alguns tratamentos, estão
partindo para métodos mais radicais, como a subcisão
e lipoescultura.
A
subcisão consiste em separar a pele da gordura com celulite
que a traciona usando uma agulha especial,. O procedimento é
repetido em cada um dos "buraquinhos", levando em média
dois minutos para corrigir cada depressão.
Quando
a celulite é mais profunda, Bagatin diz ser necessário
associar a subcisão à técnica de lipoescultura.
Para isso, é realizada a subcisão e, em seguida, retirada
a gordura com celulite usando a técnica de lipoaspiração.
Para
preencher o espaço entre a pele liberada e a gordura com
celulite, usa-se, geralmente, gordura do culote. O procedimento
é feito com anestesia local.
"Mas
esses métodos, por serem cirúrgicos, são mais
invasivos, não isentos de risco, podendo causar infecções,
hematomas e absorção da gordura enxertada, acarretando
a volta do quadro", alerta a médica Alessandra Lima.
Segundo
a dermatologista Denise Steiner, coordenadora do departamento de
cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a subcisão
pode ser uma alternativa para a celulite das nádegas, mas
não é indicada se o problema acomete as coxas.
Predisposição
genética
Para
Steiner, a presença da celulite está especialmente
relacionada com predisposição genética. Portanto
duas pessoas que tenham os mesmos cuidados com a saúde podem
reagir de maneira diferente aos tratamentos.
Alterações
hormonais também podem desencadear o distúrbio.
A
advogada Ana Carolina Mendes, 34, diz que a celulite das nádegas
diminuiu após fazer um tratamento hormonal para corrigir
a taxa de estrógeno, mantendo o tratamento estético.
"Parece
que desinchei. Até a pele do rosto ficou muito melhor",
afirma, anunciando já ter marcado para a próxima semana
um novo ciclo de tratamento, ao custo de R$ 1.400.
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