Atividade
Física
A atividade física realizada com regularidade é uma
das principais bases para a manutenção da saúde
em qualquer idade, junto à correta alimentação
e ao estado emocional equilibrado.
Historicamente
o Homem sempre foi muito ativo, podendo-se se afirmar que desde
o seu aparecimento, há dois milhões de anos, viveu
mais de 99% deste tempo como nômade, vivendo da caça
e da agricultura. Somente há pouco mais de um século
sua atividade física passou a apresentar mudanças
muito importantes.
A
Revolução Industrial iniciada em fins do século
passado levou o Homem do campo para as cidades e passou a favorecer
uma vida com menor atividade física, com tendência
ao sedentarismo. O ser humano foi preparado para um tipo de vida
extremamente ativa do ponto de vista físico e a vida moderna
mudou radicalmente esta perspectiva.
Este
fato trouxe importantes implicações sobre o padrão
de doenças e também na associação entre
hábitos de vida e saúde. A verificação
destes fatos e a identificações dos seus inúmeros
fatores negativos, trouxe uma volta da atividade física nos
últimos 30 anos, na forma de exercícios organizados,
como caminhadas, ciclismo, etc, demonstrando uma clara tendência
à volta do Homem ao comportamento de seus ancestrais.
Na
realidade a prática de exercícios foi introduzida
pela civilização grega com o nome de ginástica,
que se caracterizavam por exercícios disciplinados e tinham
a finalidade de desenvolver a destreza, a beleza e a força.
Os exercícios incluíam a corrida, os saltos, a natação,
o arremesso de peso e o levantamento de peso.
Na
Grécia antiga a aptidão física era muito valorizada
e este costume foi mantido pelos romanos após a conquista
da Grécia. No mundo moderno os jogos olímpicos popularizaram
as atividades físicas.
A
nossa saúde está relacionada diretamente à
nossa atividade física. Pessoas com hábitos sedentários
possuem menor aptidão física, isto é, menor
capacidade para executar exercícios físicos. Por outro
lado, nossas características de estrutura muscular e de nossas
articulações, da constituição de nosso
corpo ou de nossa capacidade cardiorrespiratória, determinam
também os limites de nossa aptidão física.
A
mudança de nossa aptidão física é feita
através de condicionamento físico. Um programa de
condicionamento físico deve sempre levar em conta nossos
hábitos e nossas características físicas e
evidentemente, deve ser orientado cuidadosamente do ponto de vista
médico.
Na
terceira idade a atividade física é fundamental, tanto
para as funções cardiovasculares e pulmonares como
também na manutenção da saúde mental.
Toda
atividade física realizada na terceira idade deve ser feita
sob controle médico, principalmente naquelas pessoas não
habituadas a exercícios regulares. Muitas vezes há
necessidade de se realizar testes cardíacos para avaliação
da função cardiovascular, como o teste ergométrico.
É
recomendado que todo programa de exercícios deva ser feito
com regularidade e continuidade, não devendo serem realizados
exercícios físicos de modo esporádico. Por
outro lado, a atividade física exagerada é sempre
prejudicial. Um bom programa de atividade física deve ser
realizado no mínimo 2 a 3 vezes semanais, por 40 a 60 minutos
de cada vez.
A
caminhada é o melhor exercício para qualquer idade.
A corrida também é muito benéfica, mas leva
a mais riscos de lesões em articulações devido
aos impactos. O ideal seria combinar vários tipos de atividades
e sempre realizá-las com prazer. A combinação
de caminhada com natação, por exemplo, é excelente.
Em
várias situações a atividade física
produz uma melhora na capacidade da pessoa, sendo muito útil
em determinadas moléstias, como por exemplo, no enfisema
pulmonar e no diabetes. O controle da pressão alta fica mais
fácil quando são realizados exercícios regulares.
São
nas doenças das coronárias que a atividade física
atinge importância vital, principalmente no que diz respeito
à profilaxia do infarto do miocárdio. Exercícios
regulares fortalecem o músculo cardíaco e melhoram
a circulação coronariana.
Observa-se
que a pessoa que faz exercícios regulares tem menores chances
de desenvolver diabetes com a idade, e o processo de osteoporose
tem sua velocidade diminuída.
O
exercício regular atua de maneira eficaz sobre a tensão
emocional, a angustia e a depressão. Após o exercício
há sensação de bem estar e até de euforia,
produzindo aumento na auto-estima.
Várias
situações exigem a utilização de exercícios
físicos especializados. A imobilização do idoso
devida a uma fratura, por exemplo, deve ser sempre de curta duração
e seguida de exercícios apropriados.
A
fisioterapia neurológica está indicada na reabilitação
de paralisias, neurites, no tratamento da doença de Parkinson,
etc. A fisioterapia respiratória muitas vezes é medida
salvadora na recuperação de complicações
pulmonares do paciente acamado.
Informações
estatísticas mostram claramente que o idoso que pratica com
regularidade exercícios apresenta melhor expectativa de vida
do que aquele de vida sedentária.
Dr.
João Roberto D. Azevedo
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