Colesterol:
Entenda Como Ele Age e Quando é um Perigo à Nossa
Saúde
Um dos vilões em moda no final deste século é
o colesterol. Popularizado em várias matérias jornalísticas,
este elemento da nossa alimentação também tem
seu valor e precisa ser entendido como age em nosso organismo. Ele
é nada mais que uma gordura e pode ser recebido pelo nosso
corpo de duas maneiras, pelos alimentos de origem animal e como
um produto fabricado pelo próprio fígado.
Sua
função é fundamental para a vida. Ele age na
composição da membrana que envolve todas as nossas
células, necessário para a formação
dos nossos hormônios sexuais, ácidos biliares e vitamina
D. Ele circula por todo o corpo e não é solúvel
no sangue. Utiliza uma proteína, a lipoproteína, para
se movimentar. Depois de fazer viagem do fígado para os tecidos
o excesso deve ser eliminado.
Aí
Está o Problema
O
excesso ocorre se a pessoa ingere alimentos que contenham colesterol
em demasia, como carnes gordas e ovos, quando o fígado o
produz demais ou o somatório dos dois.
Este
excesso pode se depositar nas artérias endurecendo a parede
e formando placas que gradualmente as entopem. Esse processo é
conhecido pois pode gerar doenças como a arteriosclerose,
isquemia cerebral e obstrução das veias das pernas.
As
pessoas sedentárias, obesas e que ingerem alimentos ricos
em colesterol são mais propensas a ter níveis elevados.
Os homens correm mais riscos do que as mulheres, já que o
organismo feminino fica menos exposto devido à ação
do hormônio estrógeno. Ele equilibra a proporção
dos dois tipos de lipoproteínas que fazem o transporte do
colesterol.
As
altas taxas de colesterol no organismo não mandam avisos
prévios. Os sintomas só aparecem depois que as placas
já se formaram. Para evitar que isto ocorra o ideal é
fazer exames periódicos para que se possa controlar o nível
de colesterol no organismo.
Tratamentos
Em
alguns casos apenas uma dieta específica e equilibrada, à
base de alimentos que ajudam a diminuir a dosagem de colesterol,
basta para manter os níveis aceitáveis de colesterol.
Exercícios
físicos leves como, caminhadas e natação também
auxiliam. Mas nem sempre é tão fácil corrigir
o problema. Quando o aumento se deve a uma produção
excessiva do fígado, há necessidade de uso de medicamentos
indicados pelo endocrinologista.
Cuidados
preliminares podem combater este risco do excesso. Exames periódicos
a partir dos 20 anos de idade, correção de hábitos
alimentares e uma melhor distribuição das refeições
são fundamentais. Caso exista a necessidade de refeições
fora de casa, o uso de pratos com pouca ou nenhuma gordura é
o ideal.
Apenas
um exame de sangue indica a taxa de colesterol no organismo. O nível
considerado bom é de 200 mg/dl. A faixa limite é entre
200 mg e 240 mg/dl. Acima disto, o risco de ter obstruções
nas artérias e problemas cardíacos aumenta.
A
relação entre o risco de aterosclerose cardíaca
e os níveis séricos de lipoproteínas encontra-se
bem estabelecida. Níveis elevados de colesterol total e de
colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL-C), assim
como níveis baixos de colesterol de lipoproteína de
alta densidade (HDL-C), estão associados a um risco elevado.
Em
algumas situações, tais como hiperlipoproteinemia
combinada familiar (HLCF), disbetalipoproteinemia, e diabetes melito,
níveis elevados de triglicerídeos são também
um indicador do aumento do risco de doença cardiovascular.
Os
níveis de colesterol devem ser obtidos de todos os adultos
acima dos 20 anos. A presença de fatores de risco cardíaco
não-lipídicos também deve ser determinada.
O HDL-C também deve ser mensurado ao avaliar-se o colesterol.
Um nível abaixo de 35 mg/dl é considerado baixo. HDL-C
alto — acima de 60 mg/dl — pode ser protetor, sendo
tratado como fator de risco negativo.
O
LDL-C desejável é de até 130 mg/dl. Os pacientes
nesse grupo devem receber informação geral sobre dieta
e fatores de risco, e os níveis de colesterol total e de
HDL-C devem ser reavaliados em 5 anos. O limite de alto risco do
LDL-C é de 130 a 150 mg/dl. A presença de fatores
de risco determina o tratamento posterior.
Atenção
Alimentos
sem restrições: Cereais, legumes e verduras, frutas,
iogurte desnatado, aveia, gelatina, farinhas em geral, pão,
queijo branco e outros.
Alimentos
com moderação: Sementes oleaginosas (nozes e amendoim),
óleos (soja, milho e girassol) e margarina.
alimentos
com alto risco: Carnes gordas, pele de frango, camarão, lagosta,
carne de porco. miúdos embutidos, ovos, chocolate, leite
integral, creme de leite, bacon, empanados, frituras, presunto,
mortadela, salame, queijos amarelos e outros.
Fonte:
Manual de Terapêutica Clínica - 28a. Ed. - 1996. |