Maconha:
efeitos colaterais no exercício
Fonte:
Colaborador: José F. Mielli, Marcelo Marquezi
Técnicos
e atletas estão procurando continuamente maneiras de alcançar
uma vantagem nas competições e aperfeiçoar
o desempenho atlético. Em busca dos supostos "benefícios"
(ação ergogênica), estão ocorrendo efeitos
adversos que prejudicam os atletas que administram substâncias
proibidas.
A maconha, ou Cannabis, é uma das substâncias ilícitas
mais usadas nos EUA e no Brasil, levantamento de usuários
de drogas psicotrópicas (não legalizadas) em São
Paulo, relatou que aproximadamente 11,6 % já utilizaram qualquer
tipo de Droga, sendo que, 6,6% MACONHA.
A
maconha é reconhecida como uma droga psicoativa, sendo que
as respostas comportamentais provocadas pelo seu uso são
influenciadas por uma série de fatores (expectativa, estado
de humor, local, personalidade e experiência prévia),
além da quantidade de droga administrada, volume inalado,
tempo de inalação e apnéia. A droga provoca
efeitos de euforia ou depressão sobre o SNC, que podem ser
dose-dependente. Pequenas doses da droga causam euforia ou depressão,
enquanto altas doses levam a depressão. A maconha, assim
como o álcool, apresenta um comportamento bifásico
em relação aos efeitos produzidos.
A
maconha afeta o SNC, sendo obscurecidos através de efeitos
colaterais, por exemplo, sedação, hipotermia e analgesia
através de dois mecanismos:
a) altera a atividade de muitos neurotransmissores, incluindo noroepinefrina,
serotonina, dopamina, ácido gama aminobutírico, acetilcolina
e endorfinas
b) altera a síntese e a liberação destes neurotransmissores
no córtex, sistema límbico e hipotálamo.
Efeitos
Colaterais no Exercício
A
droga produz ataques de pânico, paranóia, ansiedade,
letargia, alterações na percepção visual
e diminui a atenção, concentração e
memória. No sistema respiratório provoca bronquite
e broncoespasmos, especialmente após uso prolongado; afeta
o transporte de oxigênio, aumentando a saturação
de carboxihemoglobina (em até 5 vezes), prejudicando a performance
aeróbia, aumenta o tempo de reação, prejudicando
várias funções psicomotoras; como: lentidão
e declínios da coordenação de alguns movimentos;
provoca taquicardia, e diminui a concentração plasmática
de testosterona, causa ainda disfunção na termoregulação,
provocando hipertermia. Seus efeitos residuais podem ser descritos
até 24 horas após ter consumido um único cigarro.
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