Os
prejuízos advindos da prática incorreta de exercícios
físicos
Fonte:
Colaborador: Marcelo Marquezi
A
prática de exercícios nem sempre promove aumento do
rendimento físico de um indivíduo ou atua sobre a
prevenção, conservação e conseqüente
melhora de sua saúde. A realização de atividades
sem orientação ou mal prescritas pode ser tão
maléfica quanto à ausência de exercício.
Os
prejuízos advindos da prática incorreta de exercícios
físicos freqüentemente estão ligados a lesões
do aparelho ósteo-mio-articular, a diminuição
dos níveis de um ou mais componentes da aptidão física,
a desistência prematura (ou não adesão) ao programa
de atividade física praticado, e em casos extremos, a eventos
coronarianos graves.
As
lesões ósteo-mio-articulares são eventos muitos
comuns, e ocorrem com freqüência, naqueles indivíduos
que iniciam um programa de atividade física sem passar por
uma seleção prévia e orientação
adequada. Uma Avaliação de Capacidade Física
é indispensável nestas ocasiões. São
lesões comuns as distensões musculares, as entorses
articulares, e as tendinites.
As
distensões musculares são rupturas que ocorrem nas
fibras do músculo devido à falta de aquecimento, fadiga
muscular intensa ou preparação muscular deficiente.
O agente causador é sempre o movimento forte, amplo ou de
rápida contração. Estas rupturas são
classificadas em três graus, dependendo do número de
fibras rompidas e da extensão da ruptura. As articulações
são formadas pelo contato das extremidades ósseas
providas de uma cavidade articular e mantidas por meio de ligamentos,
músculos ou outras estruturas. Numa entorse, os ossos perdem
rápida e momentaneamente os seus contatos e os ligamentos
ficam hiperestendidos, ocorrendo também à ruptura
de vasos sangüíneos. Há dor e edema na região.
As tendinites são inflamações agudas ou crônicas
dos tendões, provocadas pelo excesso de uso, ação
de força súbita e exagerada ou falta de flexibilidade.
Há dor e incapacidade de movimento associada à lesão.
O
risco de eventos coronarianos nos indivíduos que passam por
uma avaliação de capacidade física, antes de
iniciar seu programa de treinamento, é sensivelmente menor
do que o apresentado por aqueles que não o fazem. A avaliação
da capacidade física não é sensível
o bastante para diagnosticar doenças coronarianas por exemplo,
mas a partir dela há a possibilidade de selecionar e encaminhar
o indivíduo para centros especializados em testes diagnósticos,
caso necessário.
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