| Como
Fazer Com Que o Stress Não o Tenha Como Uma de Suas Vítimas?
“Qualquer afecção da mente, acompanhada de dor
e prazer, esperança e medo, produz uma agitação
cuja influência se estende ao coração.”
William Harvey, médico 1623.
Como
podemos observar, a julgar pelo parágrafo anterior, não
é recente a descoberta de que os problemas psicológicos
influenciam de forma real sobre o corpo, causando, às vezes,
danos irreversíveis.
Mas,
porque este problema é mais evidente nos último tempos?
Simplesmente porque o ritmo da vida atual, as pressões, preocupações
e as responsabilidades a que todos dias nos submetemos são
cada vez maiores, portanto, este problema é mais evidente
e grave a cada dia.
Nós
estamos nos referindo especificamente ao stress. No mundo industrializado,
o stress é o maior contribuinte de enfermidades, devido à
estreita relação que existe entre MENTE E CORPO. Mas
para podermos entender um pouco mais, tiraremos algumas dúvidas.
Começaremos
dizendo que: ”TODOS TEMOS STRESS”. O papel dele é
estimular no corpo uma resposta de alarme agudo preparando o corpo
para fugir ou lutar e outra de vigilância crônica, preparando-o
para resistir a longo prazo.
Estas
respostas se dão ante uma situação que o sujeito
interpreta como perigosa. Uma emoção dolorosa, esta
gerada por um pensamento negativo, que por sua vez está determinada
por uma interpretação armazenada sobre um fato real.
Por
exemplo, diremos que uma pessoa esta ansiosa quando interpreta os
sucessos de sua vida como ameaçadores. Se está deprimida
é porque se obstina em ver em sua vida o que lhe falta e
não o que tem. Por outro lado, sentir-se enojado responde
ao pensamento de que estão abusando de mim em qualquer aspecto.
Com
o tempo, as reações desmedidas ao stress contribuem
para uma alta da pressão arterial e endurecimento das artérias,
armando o cenário de uma variedade de patologias, incluindo
o infarto do coração.
O
stress pode permanecer conosco durante meses, anos ou décadas
causando tensão, doenças e, a longo prazo, morte.
No mundo industrializado, o stress é o maior e único
contribuinte das doenças, devido à estreita relação
entre mente e corpo.
Quais
são os principais sinais de advertência?
•
Apatia: Sensação de tristeza, as diversões
já não são agradáveis.
•
Ansiedade: Sensação de inquietude e agitação,
insegurança de que nada vale a pena.
•
Irritabilidade: sentir-se hipersensível, na defensiva, arrogante
ou discutidor, rebelde ou furioso.
•
Fadiga mental: sentir-se preocupado, com dificuldade para concentrar-se,
problemas para pensar com flexibilidade.
•
Sobrecompensação ou rechaço: exagerar na importância
de suas atividades para você mesmo e os demais, trabalhar
excessivamente, negar que tem problemas, abstrair os sintomas, sentir-se
suspicaz.
•
Evitar as coisas, mostrar-se reservado, evitar o trabalho, ter problemas
para aceitar a responsabilidade e descuidá-la.
•
Levar as coisas aos extremos, por exemplo: alcoolismo, drogas, jogos,
gastar em excesso, promiscuidade sexual.
•
Problemas no trabalho, chegar tarde, mau aspecto.
•
Problemas legais como dívida, multa de trânsito, incapacidade
de controlar impulsos violentos.
•
Excessiva preocupação com a enfermidade e negação
da mesma.
•
Problemas de saúde frequentes.
•
Esgotamento físico.
•
Automedicação, excessivo uso de remédios.
•
Mal estar, dores de cabeça, insônia, mudanças
no apetite, ganho ou perda de peso, indigestão, náuseas,
diarréias nervosas, constipação, problemas
sexuais.
O
fato de tolerar alguns desses sintomas não nos indica nenhuma
dificuldade para fazermos frente ao stress.
Como
manejá-lo?
O
stress não é uma palavra da qual devemos ter medo.
Se nós lidamos com todos os eventos da nossa vida como se
fossem desafios, poderíamos observar que: um desafio muito
pequeno nos aborrece e um muito grande nos faria sentir sobrecarregados,
fora de controle.
A
idéia é fazer com que o desafio seja justo, para assim
sentirmos que tem um lucro e um propósito. Para tanto, a
chave esta em estar atento às próprias reações
e não tanto no que passa no ambiente.
Aprender
a controlar a ira e ansiedade que se experimenta em situações
carregadas de tensão é o que permitirá que
se surjam distintas condutas para resolver um problema.
Vejamos
este exemplo: diante de um determinado fato que a pessoa interpreta
como ameaçador, o corpo se estressa. A pessoa pensa: “Estou
ficando ansioso”, então o corpo responde a esse sentimento
de ansiedade estressando-se ainda mais, aumentando o ritmo cardíaco
e volta a pensar: “Vou estourar” do qual resulta avaliações
e predições pessimistas e negativas. Como podem ver,
se abre um diálogo entre o corpo e a mente e é quando
se começa a ter medo.
As
intervenções cognitivo-condutivas para controlar o
stress são a arte de usar a cabeça e estão
destinadas a romper o circuito entre pensamento e reação
do corpo. Para isso só há três opções:
ou se troca a fonte que dispara a reação, ou se troca
as respostas físicas, ou se atua sobre os pensamentos.
A
terapia intervém neste último ponto, quer dizer, atua
sobre os pensamentos alterando assim as respostas do corpo.
Para
concluir diremos que um dos principais problemas é que muitas
vezes nosso corpo pede coisas que nosso cérebro não
escuta, exigimos mais e mais, puxamos tanto a corda que o lado mais
fraco se arrebenta. Mas a interação da mente com o
corpo pode ser tão nociva quanto benéfica, isso se
a pessoa estiver bem.Isto
se consegue trocando as condutas autodestrutivas e cumprindo com
as normas e responsabilidades mas sem se sacrificar neste intuito
como muitas vezes acontece no trabalho, estudo, etc. Não
é o que se faz que nos lastima e sim como se faz.
Para
tanto é necessário por em andamento medidas preventivas,
tanto para estimular respostas saudáveis para o organismo,
como para aprender a manejar situações carregadas
de tensão, que ao se tornarem permanentes, afetam seriamente
o nosso corpo. Não espere que isso aconteça, ponha-as
em prática.
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